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Pesquisadores brasileiros da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia descobriram que a algumas relações genéticas comprometem o rendimento e qualidade da carne bovina da raça nelore, que representa 80% do rebanho nacional de gado de corte. A pesquisa, que começou há cerca de dois anos, foi executada em parceria entre o Laboratório Multiusuário de Bioinformática da Embrapa (SP), Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF), Embrapa Gado de Corte (MS), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade do Estado do Mato Grosso (Unemat). As informações foram divulgadas nesta terça-feira (14/6).

Na análise, foi feito um amplo mapeamento de CNVs (Copy Number Variations), como são conhecidas as regiões de duplicação genômica. Com isso, os especialistas concluíram que doenças genéticas podem estar diretamente ligadas a aspectos que afetam economicamente a carne, como sua qualidade, e que 64% do genoma de bovinos da raça apresentam regiões de variações de número de cópias.

“Os resultados obtidos identificaram regiões com CNVs que podem estar sob forte seleção na raça e que há regiões do DNA que afetam características de produção e qualidade da carne, conhecidos como QTL (Quantitative Trait Locus)”, diz o coordenador do trabalho, Alexandre Caetano, pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.

Um total de 47 CNVs foram observados em frequências altas, baixas ou divergentes entre as raças nelore e holandesa, representando assinaturas de seleção que serão avaliadas em estudos futuros, podendo levar à identificação de regiões do genoma que controlam características de importância econômica para a bovinocultura.

Caetano conta que os genótipos de 700 mil marcadores moleculares de 1.700 animais foram analisados, resultando na detecção de aproximadamente 68 mil CNVs. Para comprovar os resultados, o grupo de cientistas sequenciou material genético de oito genearcas (touros que foram importantes para a formação da raça no Brasil), como contraprova. “A sobreposição dos resultados obtidos comprovou a solidez das análises realizadas, já que 92% das CNVs foram observados com os dois métodos”, ressalta o pesquisador.

Essas conclusões ajudarão os melhoristas a trabalhar melhor o material genético. Além disso, futuramente, poderão contribuir em novas pesquisas científicas para identificar genes causadores de doenças genéticas e/ou com impacto na produtividade de carne do nelore, em prol da pecuária de corte no Brasil.

O trabalho científico feito 100% no Brasil é uma derivação de outras pesquisas na área de genômica e marcadores moleculares, que mapearam regiões do genoma de organismos complexos, como os humanos e animais de produção. “Trata-se do mapa de CNVs mais extenso do mundo com bovinos dessa raça”, comemora o coordenador da pesquisa.

Fonte: Revista Globo Rural

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